Logística e escritórios têm queda de vacância e alta nos aluguéis no 1º trimestre.
Dados exclusivos da Buildings mostram absorção positiva e valorização nos dois segmentos, o que pode beneficiar os FIIs
O mercado imobiliário corporativo iniciou 2026 com sinais consistentes de recuperação tanto no segmento logístico quanto no de escritórios de alto padrão. Dados preliminares exclusivos da Buildings mostram que os dois setores registraram, no primeiro trimestre (1T26), queda nas taxas de vacância, valorização dos aluguéis e manutenção de absorção líquida positiva.
No segmento logístico, que envolve condomínios industriais e galpões de alto padrão (Classes A e A+), a taxa de vacância recuou de 7,80% no quarto trimestre de 2025 para cerca de 6,5% no início de 2026. O movimento foi sustentado por uma absorção líquida próxima de 700 mil m², indicando que a demanda continua superando a oferta.
| Indicador | 1T/2026 (Prévio) | 4T/2025 |
| Estoque Total | 35.346.925 m² | 35.138.048 m² |
| Ocupação | 33.075.222 m² | 32.398.481 m² |
| Taxa de Vacância | 6,43% | 7,80% |
| Absorção Líquida | 699.062 m² | 983.567 m² |
| Média Preço Pedido | R$ 33,00 | R$ 29,60 |
Dados da Buildings
Esse aquecimento também se refletiu nos preços. O valor médio pedido de locação subiu de R$ 29,60 para aproximadamente R$ 33,00 por m², uma alta de cerca de 11,5% no período. Segundo a Buildings, a valorização está associada à escassez de ativos premium em regiões estratégicas e ao aumento dos custos de construção e terrenos.
Empresas como Mercado Livre e Shopee lideraram novas locações, com contratos relevantes em diferentes regiões do país, evidenciando a continuidade da expansão do e-commerce.
Lajes de alto padrão também demonstram queda de vacância
Já no mercado de lajes corporativas de alto padrão em São Paulo, os dados também apontam melhora consistente. A taxa de vacância caiu de 14,44% para 13,49% no primeiro trimestre, com redução da área vaga na cidade e manutenção de absorção líquida positiva, que somou cerca de 70 mil m².
Mesmo com o aumento dos preços, a demanda seguiu resiliente. O valor médio de locação subiu de R$ 121,01 para aproximadamente R$ 129,00 por m², avanço de 6,6% em apenas três meses.
Comparativo de Indicadores (São Paulo – Classe A e A+)
| Indicador | 4T/2025 | 1T/2026 | Tendência |
| Taxa de Vacância | 14,44% | 13,49% | ▼ Queda |
| Absorção Líquida (m²) | 110.885 | 72.220 | ● Positiva |
| Preço Médio Pedido (R$) | R$ 121,01 | R$ 129,00 | ▲ Alta |
Dados da Buildings
Entre as movimentações relevantes, destacam-se novas ocupações corporativas e expansões de contratos, além de transações estratégicas envolvendo ativos de alto padrão, como a venda parcial de uma torre do EZ Towers para a XP Investimentos.